{"id":1552,"date":"2021-04-25T15:24:07","date_gmt":"2021-04-25T18:24:07","guid":{"rendered":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/?p=1552"},"modified":"2021-07-17T12:40:28","modified_gmt":"2021-07-17T15:40:28","slug":"__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/__trashed\/","title":{"rendered":"Cintilando e causando frisson"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong><span class=\"has-inline-color has-white-color\">Eu apalpo as opini\u00f5es, o afinament<\/span><\/strong><\/em><em><strong><span class=\"has-inline-color has-white-color\">o nervoso dos homens, nas pequenas coisas, nas emo\u00e7\u00f5es dos sentidos<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">\u00c9 imenso orgulho abrir as atividades do Museu Bajub\u00e1 homenageando Jo\u00e3o do Rio \u2013 o mulato gordo e afeminado que sambou na cara das despeitadas. Ele que denunciou a viol\u00eancia policial contra o povo, a explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e mulheres, as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es laborais, defendeu os direitos trabalhistas e os direitos civis \u00e0s mulheres. Jo\u00e3o do Rio tamb\u00e9m registrou tipos, pr\u00e1ticas e lugares de resist\u00eancia na cidade. Ele nos inspira em nossa proposta de musealiza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios conquistados \u00e0 hip\u00f3crita moral heterossexual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Nosso homenageado nasceu em 5 de agosto de 1881, em um sobrado da rua do Hosp\u00edcio (hoje Buenos Aires), de n. 284, pr\u00f3ximo ao Campo de Santana. Era o segundo filho de Flor\u00eancia dos Santos, mulata livre, e de Alfredo Coelho Barreto, professor de matem\u00e1tica e mec\u00e2nica. Casaram-se em abril de 1877, ele com 23 anos e ela, 15 \u2013 sua aluna em uma escola para meninas pobres. Como sua obra e atitudes, tamb\u00e9m seu nome \u00e9 controverso, tendo sido citado em documentos familiares tanto como JO\u00c3O PAULO DOS SANTOS COELHO BARRETO quanto JO\u00c3O PAULO ALBERTO COELHO BARRETO \u2013 o pseud\u00f4nimo Jo\u00e3o do Rio surgir\u00e1 em janeiro de 1904.<\/p>\n\n\n\n<p>Morou muito tempo com os pais na rua Senador Dantas, 234, levantando mexericos sobre a aus\u00eancia de namoradas. Ap\u00f3s a morte do pai, morou na avenida Mem de S\u00e1 n. 91, aberta em 1917. Esse n\u00famero ficava na esquina com a avenida Gomes Freire, perto da pra\u00e7a dos Governadores [depois pra\u00e7a Jo\u00e3o Pessoa]. Perto do final da vida, com a Gripe Espanhola, foi morar no distante areal de Ipanema.  <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-twentytwentyone-border\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Rua-Evaristo-da-Veiga-1906-01-1024x779.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1559\"\/><figcaption>Rua Evaristo da Veiga.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Jo\u00e3o do Rio profissionalizou a atividade jornal\u00edstica, inovou na cr\u00f4nica, trazendo para ela a reportagem e o olhar etnogr\u00e1fico. De fam\u00edlia abolicionista, pai republicano e positivista, sua obra exibe abundantemente profundo senso de justi\u00e7a e irresigna\u00e7\u00e3o diante da explora\u00e7\u00e3o e do aviltamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>De fam\u00edlia remediada, mulato, obeso e afeminado, Jo\u00e3o do Rio chegou causando!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><span class=\"has-inline-color has-white-color\">N\u00f3s, os mo\u00e7os que se batem pela rea\u00e7\u00e3o naturalista queremos o Socialismo, mesmo pelos mais violentos m\u00e9todos como uma erup\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria da Anarquia, \u00e0 bomba.<\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-twentytwentyone-border\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Joao-18-a-mini.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1560\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Entre o conselho de Oscar Wilde, para quem n\u00e3o se devia \u201cestrear com um esc\u00e2ndalo\u201d, mas deix\u00e1-lo para a idade madura, \u201cquando ent\u00e3o dar\u00e1 um certo colorido \u00e0 velhice ou imortalidade \u00e0 mem\u00f3ria\u201d,<br>e o de Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, para quem o jornalista de talento era o que, nos seis meses da estreia j\u00e1 provocava a f\u00faria dos leitores, Paulo Barreto optou pelo segundo.<br>&#8211; E pagou muito caro por isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Como cr\u00edtico de arte (sob o pseud\u00f4nimo de Claude, um dos 12 ou 13 que maneja, segundo Rodrigues), inicia aos 17 anos com um estilo c\u00e1ustico e implac\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Como contista, estreia com o escandaloso \u201cImpot\u00eancia\u201d, em 1899, abordando os desejos hom\u00f3filos n\u00e3o realizados do idoso personagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Jovem, vaidoso e sempre em busca de aprova\u00e7\u00e3o e reconhecimento, parece que o sucesso o fez ousar certas liberdades:<br>\u201camigos e populares o esperavam na porta do jornal [<em>Gazeta de Not\u00edcias<\/em>], para bajul\u00e1-lo, ou simplesmente admirar seu modo particular de falar\u201d, seus maneirismos e gestos esvoa\u00e7antes, no dizer do seu amigo e admirador Gilberto Amado.<\/p>\n\n\n\n<p>Atingiu o esplendor na primeira d\u00e9cada do vertiginoso s\u00e9culo:<br>O reconhecimento pelo Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro em 1907,<br>A elei\u00e7\u00e3o para a Academia Brasileira de Letras em 1910, com apenas 29 anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-twentytwentyone-border\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/O-Paiz-1921-n.13397-p.4-646x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1563\"\/><figcaption>Jo\u00e3o do Rio foi o primeiro a usar o Fard\u00e3o na ABL, aos 29 anos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao conquistar reconhecimento e popularidade, Jo\u00e3o do Rio passou a ser alvo das mais cru\u00e9is campanhas de desqualifica\u00e7\u00e3o pessoal, vindas de seus colegas da imprensa.<br>Sua obesidade, etnia e bi\u00f3tipo, seu jeito afeminado, os temas que abordava, tudo em si era motivo para ataques os mais grotescos e vis, sem qualquer limite \u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-twentytwentyone-border\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/image-561x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1562\"\/><figcaption>Revista <em>Careta<\/em>, 21\/05\/1910, ridicularizando o escritor e a sua elei\u00e7\u00e3o para a ABL. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>O homossexual Jo\u00e3o do Rio era hostilizado por muitos literatos e jornalistas que, encardumados nas reda\u00e7\u00f5es fam\u00e9licas, babavam de inveja diante de seu sucesso liter\u00e1rio e mundano<\/em>. (Ivo, 2012, p.17)<\/p>\n\n\n\n<p>O amor dos pais e o apoio incondicional que sempre recebeu de sua m\u00e3e possivelmente lhe proporcionaram a base necess\u00e1ria, tanto para ousar quanto para enfrentar as resist\u00eancias. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-twentytwentyone-border\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/MAE-613x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1564\" width=\"547\" height=\"913\"\/><figcaption>Flor\u00eancia dos Santos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com o seu temperamento etnogr\u00e1fico (O\u2019Donnell) e sua consci\u00eancia da import\u00e2ncia hist\u00f3rica de que o per\u00edodo de grandes e velozes transforma\u00e7\u00f5es se revestia, Jo\u00e3o do Rio descreve os processos de mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos e mentalidades e os tipos sociais, tanto na alta sociedade quanto nos estratos mais baixos e segregados da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-twentytwentyone-border\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/faluas-doca-marinheiros-merc-Candelaria-2-1024x777.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1571\"\/><figcaption>Na cr\u00f4nica &#8220;O Velho mercado&#8221;, Jo\u00e3o do Rio registrou o encerramento das atividades no Mercado da Candel\u00e1ria, situado na pra\u00e7a XV, pr\u00f3ximo \u00e0 praia do Peixe, em 29\/02\/1908.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-twentytwentyone-border\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Vendedores-ambulantes-derrubada-cesto-ovos-Merc-Municipal-2-1024x746.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1574\"\/><figcaption>No Mercado Municipal, situado no antigo bairro da Miseric\u00f3rdia, pr\u00f3ximo ao Largo do Moura, em \u00e1rea resultante do aterramento da praia de D. Manuel, os vendedores ambulantes agora s\u00e3o majoritariamente brancos, imigrantes muitos deles e v\u00e1rios, sem sequer poder comprar cal\u00e7ados, como os escravizados.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas as marcas de origem que portava devem ter contribu\u00eddo para a sua \u00e2nsia por ser aceito e por distin\u00e7\u00e3o, como por certa ambival\u00eancia e mesmo contradi\u00e7\u00e3o: tanto retrata populares com sensibilidade, como reproduzindo os mais terr\u00edveis preconceitos da \u00e9poca. Ele pr\u00f3prio de ascend\u00eancia e tra\u00e7os negros e sofrendo desqualifica\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o disso, como os demais no seu tempo n\u00e3o se reconhecia enquanto tal. Ora se afirma como civilizado, ora se diz filho semib\u00e1rbaro da Am\u00e9rica; se critica o esnobismo, tamb\u00e9m abusa dos estrangeirismos:<\/p>\n\n\n\n<p><em><span class=\"has-inline-color has-white-color\">&#8220;\u00c9ramos talvez uns dez traquinas com ideias de eleg\u00e2ncia, estudando a maneira fashion de andar, o tom up to date de cumprimentar, com o interesse com que nos atir\u00e1vamos \u00e0s capas amarelas das brochuras francesas. A nossa opini\u00e3o sobre o Brasil fizera-se definitiva: t\u00ednhamos decretado que n\u00e3o existia (\u2026) N\u00f3s \u00e9ramos estrangeiros.&#8221;<\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">No entanto, ainda em 1910, antes da divulga\u00e7\u00e3o pela imprensa das rotinas de espancamentos, estupros e toda a sorte de viol\u00eancia psicol\u00f3gica e f\u00edsica que marca a domina\u00e7\u00e3o masculina, ele a reconhece e denuncia:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><span class=\"has-inline-color has-white-color\">\u201cA totalidade dos c\u00e9rebros masculinos n\u00e3o pensa no outro sexo sem um desejo de humilha\u00e7\u00e3o sexual.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Defende a emancipa\u00e7\u00e3o da mulher, os direitos trabalhistas, o direito de greve e tem p\u00e1ginas tocantes sobre a luta do trabalhador por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, como a cr\u00f4nica \u201cOs humildes\u201d, de 23\/05\/1909, sobre \u201ca greve do g\u00e1s\u201d e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos oper\u00e1rios nos fornos do g\u00e1s na cidade, as mortes abundantes e an\u00f4nimas dos trabalhadores, muitos deles ainda crian\u00e7as: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><span class=\"has-inline-color has-white-color\">\u201cMais ou menos todo dia morre um (nas Obras do Porto)\u201d<\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-twentytwentyone-border\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Trabalhadores-na-obra-do-porto-01-1024x845.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1565\"\/><figcaption>Muitos trabalhadores morreram na obra do Porto, registro na cr\u00f4nica &#8220;Os humildes&#8221;, de 23\/05\/1909, na coluna Cinemat\u00f3grapho, da <em>Gazeta de Not\u00edcias<\/em>, p. 1.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-twentytwentyone-border\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Trabalhadores-descarga-carvao-1907-AGCRJ-01-1024x769.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1566\"\/><figcaption><em>\u201cMorrem nas pedreiras, morrem na estiva, morrem no min\u00e9rio, morrem sob as carro\u00e7as, um hoje, amanh\u00e3 outro.\u201d<\/em><br>Trabalhadores na descarga de carv\u00e3o, para abastecer a ferrovia e a cidade. As condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos oper\u00e1rios &#8220;do g\u00e1s&#8221; (extra\u00eddo do coque) em greve foi tema central da cr\u00f4nica &#8220;Os humildes&#8221;, mencionada anteriormente.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1921, alijado das grandes honras e gl\u00f3rias vividas, relegado ao ostracismo, restringe sua presen\u00e7a aos c\u00edrculos sociais mais populares, fazendo o caminho inverso de sua m\u00e3e e av\u00f3 materna:<\/p>\n\n\n\n<p><em><span class=\"has-inline-color has-white-color\">\u201cO meu Carnaval no Rio de Janeiro foi transferido para a pra\u00e7a XI e adjac\u00eancias, com o pessoal dos cord\u00f5es, perfeitamente camaradas. Passo noites inteiras vendo samba e enervando-me com o modo indecorosamente violento pelo qual trata a pol\u00edcia aos pobres que se divertem.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-twentytwentyone-border\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Peq-Africa-c-Pca-XI-ao-alto-01-1024x676.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1576\"\/><figcaption>Trecho da Pequena \u00c1frica, vendo-se a Pra\u00e7a XII, um de seus fortes pontos de sociabilidade negra, destru\u00edda para a constru\u00e7\u00e3o da Av. Pres. Vargas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 23 de junho, com problemas de sa\u00fade devido \u00e0 obesidade, trabalhando intensamente e sob forte press\u00e3o, pol\u00edtica e financeira, falece num ataque card\u00edaco, dentro do t\u00e1xi que lhe conduzia \u00e0 casa, findo o expediente no seu jornal, <em>A P\u00e1tria<\/em>. A narrativa \u00e9 de Jo\u00e3o Carlos Rodrigues: <\/p>\n\n\n\n<p><em><span class=\"has-inline-color has-black-color\">\u201cA not\u00edcia espalhou-se pela noite carioca como uma epidemia. (\u2026) Mesmo os advers\u00e1rios n\u00e3o sabiam como agir. (\u2026) Pela manh\u00e3, (\u2026) come\u00e7ou a romaria de p\u00easames. Durante toda a sexta-feira e o s\u00e1bado desfilaram milhares de pessoas (\u2026).\u201d<\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fon-Fon-1921-n.-0027-p.24-661x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1577\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>\u201cDurante toda a sexta-feira e o s\u00e1bado desfilaram milhares de pessoas (\u2026). Dois ex-presidentes da Rep\u00fablica, um ex-prefeito, ex-ministros de estado, deputados e ex-deputados, jornalistas, literatos, autores teatrais, atores, cocotes, sindicalistas, rapazinhos do com\u00e9rcio, capoeiras retintos e espada\u00fados espremidos entre p\u00e1lidos diplomatas e senhoras vestidas com luxo (\u2026). Telegramas e coroas de flores n\u00e3o paravam de chegar (\u2026) Tamb\u00e9m do Senado Federal e dos governos de Portugal e da It\u00e1lia. Os teatros suspenderam as sess\u00f5es e boa parte do com\u00e9rcio fez o mesmo (\u2026)\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu apalpo as opini\u00f5es, o afinamento nervoso dos homens, nas pequenas coisas, nas emo\u00e7\u00f5es dos sentidos \u00c9 imenso orgulho abrir as atividades do Museu Bajub\u00e1 homenageando Jo\u00e3o do Rio \u2013 o mulato gordo e afeminado que sambou na cara das despeitadas. Ele que denunciou a viol\u00eancia policial contra o povo, a explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"image","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"tnc_tax_16716":[],"tnc_tax_16705":[],"tnc_tax_892":[],"class_list":["post-1552","post","type-post","status-publish","format-image","hentry","category-teste-narrativa-expografica","post_format-post-format-image"],"blocksy_meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1552"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1552\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1590,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1552\/revisions\/1590"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1552"},{"taxonomy":"tnc_tax_16716","embeddable":true,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_16716?post=1552"},{"taxonomy":"tnc_tax_16705","embeddable":true,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_16705?post=1552"},{"taxonomy":"tnc_tax_892","embeddable":true,"href":"https:\/\/museubajuba.org\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_892?post=1552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}