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Les Girls Eixo temático 6 – O final de Les Girls

Já no final dos anos 1960, dois produtores de Les Girls se apropriam do nome: Carlos Gil e Jerry di Marco. Eles montaram outros espetáculos e começaram a circular pelas capitais do país, com corpos artísticos diferentes. Assim, os espetáculos foram se moldando, adaptando-se às necessidades, à demanda do público, às mudanças culturais e políticas que ocorriam no país, ao mesmo tempo em que perderam em qualidade, suntuosidade de figurinos e se tornando mais escrachados.
Ao longo dos anos, a liderança de Jerry di Marco e Ira Velasquez foi determinante para a continuidade do grupo. Em 1979, um novo show debutou com o nome Vive Les Girls, que, em uma de suas turnês, foi apresentado em Belo Horizonte na segunda quinzena de janeiro e na primeira de fevereiro. Desse espetáculo participaram Ira Velasquez, Nádia Kendall, Aloma, Sandra Mara, Sofia Loren, Lola, Sofia di Carlo, Valéria, Marizeth e Jerry di Marco.

A história de Les Girls merece ser resgatada com mais detalhes. Em um momento em que várias forças de coerção – policial, judiciária, moral, religiosa, familiar – agiam para oprimir e reprimir as travestis, proibindo-as de sair ou de se apresentar em público, aquele grupo inicial, de dezembro de 1964, tomou para si a tarefa de comprovar suas habilidades e versatilidades artísticas.
Fica aqui um sincero agradecimento à Divina Valéria e, em memória, a Rogéria, Marquesa, Brigitte de Búzios, Manon Lascaut, Nádia Kendall, Wanda, Carmen e Jane Di Castro

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