Trata-se de uma preocupação que não é nova, havendo inclusive Universidades que já possuem os seus Comitês Científicos, com vistas a assegurar o respeito aos protocolos éticos na elaboração e divulgação dos resultados das pesquisas.
Com a recente divulgação de prática de fraude por parte de pesquisador, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico tomou a iniciativa de elaborar o seu próprio protocolo de ética na pesquisa e divulgação de seus resultados.
Veja a notícia que, segundo consta, teria sido publicada no jornal O Estado de São Paulo:
O documento está pronto, mas ainda não foi divulgado.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) definiu um conjunto de diretrizes para promover a ética na publicação de pesquisas científicas e estabelecer parâmetros para investigar eventuais condutas reprováveis. O documento com as diretrizes já está pronto, mas ainda não foi divulgado. No entanto, o coordenador da comissão responsável pelo texto, Paulo Sérgio Beirão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), enumerou ao Estado os principais pontos da iniciativa.Segundo Beirão, o CNPq constituirá uma comissão permanente para difundir informações sobre pesquisa ética, principalmente sob o ponto de vista da publicação científica. O mesmo grupo analisará as denúncias que chegam ao órgão.O texto proposto pela comissão tipifica quatro condutas ilícitas. Por um lado, a falsificação e a fabricação de resultados. Por outro, o plágio e o autoplágio – definido como a republicação de resultados científicos já divulgados como se fossem novos, semexplicitar a publicação prévia. Também condena a inclusão de autores que só emprestaram equipamentos ou dinheiro, sem colaborar intelectualmente com o artigo científico.As novas regras preveem que as denúncias de infrações serão submetidas a um juízo prévio da comissão permanente do CNPq. Se forem julgadas verossímeis, o órgão criará uma comissão extraordinária de especialistas para analisar o caso. “A investigação não caberá à instituição onde o cientista trabalha”, explica Beirão. “Queremos garantir a imparcialidade.”As punições para os delitos mais graves incluem a suspensão de bolsas e, eventualmente, a exigência de devolução do dinheiro investido pelo CNPq na pesquisa. “Não podemos demitir ninguém. Somos uma agência de fomento: o máximo que conseguimos fazer é cortar a linha de financiamento”, aponta o pesquisador da UFMG.A comissão foi criada em maio, depois de uma denúncia de fraude que envolveu pesquisadores da Unicamp.(O Estado de São Paulo)
Agradeço a divulgação do presente texto, feita, entre outras, na lista da ABEH – Associação Brasileira de Estudos da Homocultura, por Anna Paula Vencato.