Nota de Pesar Paulo Roberto Teixeira
Nós, do Museu Bajubá, nos unimos na dor da perda e nas homenagens à memória do grande sanitarista Paulo Roberto Teixeira, ocorrida na tarde deste sábado, 19 de setembro, em São Paulo. Ele foi o elemento fundamental no enfrentamento à pandemia do HIV/Aids e no cuidado como dever do estado. Em um contexto de satanização de pessoas travestis e homossexuais, impunemente caçadas e assassinadas como responsáveis pela enfermidade, a partir de criminosa campanha de desinformação e ódio praticada por muitos jornalistas e radialistas, Paulo Teixeira estabeleceu ações práticas e objetivas para ajudar a conter a pandemia entre esse público e dar mais dignidade a vida delas.
Ex-integrante do primeiro grupo de discussão criado por Trevisan (anterior ao Somos), Teixeira também se distinguiu na criação do primeiro programa público no país para atender aos pacientes, em São Paulo, em 1983, e foi um dos principais responsáveis pelo acesso universal aos medicamentos, política que ajudou a levar para a África, mediante convite da ONU.
Como registra a Agência aids, “ao longo de mais de quatro décadas de atuação, Paulo Roberto Teixeira tornou-se uma das vozes mais importantes na construção de uma resposta baseada em ciência, assistência, prevenção, direitos humanos, participação social e acesso universal aos medicamentos.
Seu legado atravessa serviços de saúde, movimentos sociais, universidades, organismos internacionais e a vida de milhares de pessoas que encontraram no SUS uma possibilidade concreta de tratamento, acolhimento e sobrevivência. Para a história da AIDS no Brasil, Paulo não foi apenas um gestor. Foi um dos nomes que ajudaram o país a escolher, diante de uma epidemia devastadora, o caminho do cuidado e da cidadania.” (Veja a nota integral na página https://agenciaaids.com.br/)
Imagens, reprodução: agenciaaids.com.br