Do Boletim do CNJ, mais notícias sobre a política de eliminação de fontes documentais.
Enquanto não se consegue uma solução concertada entre a Anpuh, o CNJ e o Congresso Nacional, com vistas à implantação de uma política nacional de preservação de fontes documentais que leve em consideração os pontos de vista dos historiadores, seguimos assistindo tribunais espalhados pelo país destruírem institucionalizadamente a história nacional.
Durante minha pesquisa de doutorado, dos 13 processos solicitados por mim ao TJERJ, que tratam de LGBTs entre 1977 a 2001 6 (seis) “não foram localizados” em seus arquivos. Entre esses, os dois primeiros que se tem notícia no país com sentença favorável à mudança de sexo e prenome no registro civil (1985 e 1991, comarca de Mangaratiba).
A questão é garantir que em cada instituição haja uma equipe de avaliação e seleção de documentos verdadeiramente profissional, integrada por historiadores e estudantes, movida pela lógica da história e não pela lógica do descarte – livrar a administração pública do “entulho” de toneladas de papéis; de quilômetros e quilômetros de metros lineares de papéis.
Boletim do CNJ – 08/03/2012 – 00h00
As peças são eliminadas de acordo com a Tabela de Temporalidade de Documentos do TJDFT que, após a trituração, doa o material a uma cooperativa de catadores, em uma ação de responsabilidade socioambiental.
De fevereiro de 2009 até agora, considerando apenas os editais para a área fim, que trata de processos judiciais, já foram eliminados mais de 192 mil autos, o que equivale a quase três quilômetros lineares de papel ou cerca de 150 toneladas, dando continuidade ao projeto de Gestão Documental, implantado pela Vice-Presidência do TJDFT, através da Secretaria de Gestão Documental.
Do TJDFT