Daniel Fraga

Daniel Fraga

Casamentos dissidentes: Rosa Brucutu e CLD – 1967 – EP.7

Em agosto de 1967, a boate Pipoca de São Paulo foi palco para uma cerimônia de compromisso entre duas mulheres. A polícia foi acionada e um delegado assistiu à cerimônia. Ele não deteve ninguém, mas saiu prometendo estudar o caso e tomar providências, as quais, até onde se sabe, não foram tomadas.

Casamentos dissidentes: Jackson Marino Paulo e Carmem Lúcia da Silva – 1960 – EP.5

O episódio de hoje da série Casamentos dissidentes te leva a Duque de Caxias (RJ) para conhecer o casal Jackson e Carmem, casado em 1960 e, por uma má sorte, revelado à polícia dois anos depois. Em um momento, Jackson afirmou: “Quero a felicidade completa, com meu verdadeiro sexo, pois sou homem, sinto que o sou desde pequeno e já em Barbacena não suportava vestidos sobre o corpo.”

Casamentos dissidentes: Golden Boy e Rosarito – 1953 – EP.3

Um ano após a realização de uma cerimônia de compromisso no Rio de Janeiro, como mostramos no segundo episódio da série Casamentos dissidentes, os rapazes Golden Boy e Rosarito também fizeram a sua reunião matrimonial em Curitiba. Porém, tal qual na capital federal da época, a polícia deu o ar da sua (des)graça em nome da moral e dos bons costumes.

Casamentos dissidentes: Dorival Rocha Reples e Idalina Aversani – 1929 – EP.1

Venha acompanhar conosco a série Casamentos dissidentes! Hoje você conhecerá um pouco da história de Dorival Rocha Reples e Idalina Aversani, entre 1929 e 1931.
Em 5 de maio de 2011, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou as relações entre pessoas do mesmo sexo às uniões estáveis entre homens e mulheres. Assim, foi reconhecida a união civil entre pessoas LGBT como núcleo familiar.
Passados quatorze anos e alguns outros avanços jurídicos para a população LGBT, entre os quais a conversão da união civil em casamento civil, o Museu Bajubá inicia hoje uma série de dez relatos de casamento civil ou de contrato de compromisso entre pessoas LGBT registrados pela imprensa brasileira desde a década de 1920.
São relatos envolventes, que demonstram com muita humanidade o desejo de formalizar relações pessoais e garantir alguns direitos como pessoas comuns.

A ARTE DE RE-SENTIR – MARLENE WAYAR ENTREVISTA CLAUDIA RODRIGUEZ

Para encerrar a série Memórias das Violências de Estado, trazemos A Arte de re-sentir, uma conversa entre as travestis Marlene Wayar, argentina, e Cláudia Rodriguez, chilena, traduzida por Caia Maria Coelho. Conforme Caia, é uma conversa que traz “a possibilidade de desafiar os paradigmas convencionais dos Direitos Humanos, de tensionar a literatura sobre o ressentimento e, sobretudo, de acessar uma leitura da violência antitrans como uma prática sistemática, que revela a permanente crise da democracia na experiência das travestis e pessoas trans.”

Mundanas, pederastas e travestis – força de trabalho gratuita para a polícia

Quem pesquisa sobre as populações consideradas marginais, e mais especificamente aquelas consideradas dissidentes de sexo e gênero, conhece uma realidade de autoritarismo em diversos níveis voltada contra elas. Os discursos e as ações produzidos contra essa população têm uma voltagem alta no que toca ao desrespeito, à desumanização, à violência, à discriminação. Seja no campo policial, jornalístico, jurídico, judicial, moral, religioso, o posicionamento dessas “autoridades” é acompanhado de atitudes de exposição pública à humilhação, ao vexame, à intolerância, ao isolamento, aos sofrimentos físico e psicológico.

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